Nossa História

O Inicío

O sindicalismo surge no país com a chegada dos imigrantes europeus que fugiam da fome e constantes conflitos que assolavam o Velho Continente. O início da I Grande Guerra contribuiu para que o fluxo aumentasse de maneira exponencial. No Brasil ainda predominavam as marcas da injustiça e exploração resultantes de uma sociedade escravocrata. Esses imigrantes, que na condição de trabalhadores já haviam obtido grandes conquistas em suas terras de origem, passam a engendrar no Brasil um cenário de lutas que convergiriam na conquista dos direitos trabalhistas, que até os dias atuais protegem o operariado brasileiro de práticas abusivas por parte do patronato.

 

1917  A Grande Greve

Em meio à Primeira Guerra Mundail, com a chegada de uma enorme massa de imigrantes europeus influenciados pelo anarcosindicalismo, o movimento operário brasileiro viveu seu ápice de mobilização. Milhares de trabalhadores, especialmente em São Paulo, mas com eco em outras localidades, se mobilizaram contra exploração desenfreada de mão de obra, em especial de mulheres e crianças. Em Campinas, assim como na capital, repressão foi duríssima. Dois manifestantes foram brutalmente assassinados no episódio que ficou conhecido, como o Massacre da Porteira da Capivara, local que hoje corresponde ao Viaduto Cury.

A Era Vargar 1930 – 1945

O governo Vargas, cujo início se deu me 1930, iniciou uma postura paternal intervencionista entre os sindicatos e associações de trabalhadores. Ações paternalistas foram tomadas, com intuito, talvez de cercear a atividade sindical tendo em vista seu grande potencial de mobilização. Getúlio ficou conhecido como o “pai dos pobres” e protetor da classe trabalhadora. É inegável o benefício gerado pela criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e institucionalização da Justiça Trabalhista. As ações convergiram com as reivindicações dos trabalhadores da época, cumprindo seu intuito de pacificação social. O Primeiro Congresso Operário Brasileiro, em 1906 foi o embrião do movimento sindical do país. Contando com a presença de trabalhadores de todo o Brasil o evento foi marcado pelo sindicalismo revolucionário que se caracteriza por apregoar uma ação direta dos trabalhadores, sem intermediações.      

Ditadura Militar

Com o fim da Era Vargas o movimento sindical inicia uma nova fase de mobilizações que eclodiriam no inicio dos anos 60. E durante esse período, mais especificamente em 31 de março de 1964, que os trabalhadores sofreram seu maior golpe. O Governo Militar dissolveu sindicatos e quando não o fez assumiu seu controle nomeando infiltrados “pelegos” para as diretorias.  
A categoria dos trabalhadores ferroviários, por sua força inigualável de mobilização, foi uma das mais atingidas pela repressão da ditadura
 

Os Anos 80 e 90

  Com o fim da ditadura e início da abertura política, as organizações sindicais começam a se reergue das cinzas. Em Campinas, os sindicatos bancários e dos metalúrgicos fizeram grandes mobilizações. Em 1986 com a crescente demanda de ações trabalhistas, em virtude de um boom de greves e movimentos de luta, foi necessário o desmembramento do Tribunal Regional do  Trabalho da 2ª Região que resultou na criação, em 1986, do TRT da 15ª Região, cuja jurisdição passa a abranger todo o interior do estado de São Paulo. O Estado passa a ser o único do país a contar com 2 TRTs, hoje os dois maiores em número de ações. Tal fato fez imprescindível a criação de um sindicato voltado para as lutas e para a realidade dos servidores atuantes na nova jurisdição. Nasce, em 1989, o SINDIQUINZE.     O SINDIQUINZE passou a construir uma trajetória de lutas em defesa dos direitos dos servidores. O sindicato, além de atuante nos momentos de crise e afrontes do governo contra o funcionalismo do judiciário federal, também atuava perante a instituição do TRT 15 propiciando uma série de conquistas sociais para a categoria jurisdicionada. O SINDIQUINZE, desde então, tem mantido uma política de valorização do jurisdicionado com programas de aprimoramento, curso e palestras de caráter esclarecedor no que tange às reformas e projetos referentes à categoria.

Anos 90

Os anos 90 compuseram uma década de embates e conquistas. A ameaça de extinção da Justiça do Trabalho pairava também como incertezas ao futuro dos servidores. Com a força do sindicato, a categoria tomou as ruas em diversas ocasiões.



 

Anos 2000





Ao longo do tempo, a trajetória de luta não foi e não poderia ser abandonada. Contra todas as expectativas os servidores do judiciário tem enfrentado nos últimos anos os mais duros golpes de sua história. Vencimentos defasados, esfacelamento da Justiça do Trabalho, além das famigeradas reformas em curso. A chama da luta sindical deve ser mantida ainda mais acesa do que nunca!









2016